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Geração Z usa redes sociais estilo SnapChat, desaparece em 24 horas

Geração Z está aderindo ao "feed zero", mantendo perfis ativos no Instagram sem fotos permanentes
Geração Z está aderindo ao "feed zero", mantendo perfis ativos no Instagram sem fotos permanentes (Foto: Pixabay)

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1995 e 2010, está reformulando a maneira como interage nas plataformas digitais, especialmente em redes sociais como Instagram e Facebook. Ao contrário das gerações anteriores, que buscavam construir perfis altamente elaborados, os jovens dessa geração estão cada vez mais inclinados a manter seus feeds vazios, um comportamento que reflete uma nova visão sobre privacidade e exposição.

O comportamento reservado da Geração Z nas redes sociais

Esses jovens, nativos digitais, parecem estar repensando sua presença nas redes. O fenômeno do “feed zero“, onde usuários do Instagram mantêm perfis ativos sem nenhuma foto publicada, é uma clara demonstração dessa mudança comportamental. Em vez de preencher seus perfis com registros permanentes, a Geração Z prefere publicações temporárias, como os Stories, que desaparecem após 24 horas. Essa abordagem oferece uma forma de engajamento mais casual, autêntica e menos planejada.

A busca por autenticidade no digital

Esse comportamento espontâneo vai além da simples aversão à exposição. Ao adotar um estilo mais efêmero, a Geração Z se afasta da obsessão pela perfeição que marcou a era do Instagram dos Millennials. Menos edições, menos filtros e menos pressão por “likes”. Essa geração parece mais preocupada em compartilhar momentos reais, sem a curadoria cuidadosa que era comum nas postagens anteriores.

Millennials e a era da hiperexposição digital

A Geração Z está claramente se diferenciando dos Millennials, nascidos entre 1982 e 1994. Para essa geração anterior, redes como Orkut, Fotolog e o início de plataformas como Facebook e Instagram eram palcos de uma exposição intensa. Milhares de fotos, álbuns inteiros e perfis cuidadosamente editados eram a norma. A estética e o status social eram muitas vezes medidos pela quantidade e qualidade das fotos publicadas.

Afastamento das redes sociais como vitrine

Diferente dos Millennials, que abraçaram a era da exibição pessoal nas redes, a Geração Z parece ter desenvolvido uma certa aversão à exposição pública. Seja por vergonha, seja pelo desânimo de manter uma presença digital elaborada, esses jovens preferem uma presença mais discreta. A ideia de um feed repleto de fotos “perfeitas” parece menos atraente para uma geração que busca autenticidade e privacidade.

A espontaneidade como nova regra social

A preferência pela publicação de Stories no Instagram também reflete uma mudança no padrão de comportamento social. A efemeridade dessas postagens permite aos jovens compartilharem sem o compromisso de manter uma imagem pública permanente. É uma forma de se expressar sem a pressão do julgamento alheio, criando um espaço mais íntimo e autêntico nas plataformas digitais.

A contradição das plataformas digitais

Curiosamente, essa tendência do “feed zero” caminha na contramão das atualizações feitas por plataformas como o Instagram, que agora permite a publicação de um maior número de fotos em carrossel, incentivando a produção de conteúdos mais longos e elaborados. As redes sociais parecem não acompanhar a mudança de comportamento da Geração Z, que busca simplicidade e espontaneidade ao invés de produção visual extensa e curada.

A liberdade de se esconder no digital

Embora o “feed zero” possa parecer uma contradição em um mundo cada vez mais digital, ele reflete um desejo de liberdade. A Geração Z escolhe o que compartilhar e, mais importante, o que deixar de compartilhar. Isso lhes dá controle sobre sua narrativa e, ao mesmo tempo, permite uma forma de resistência contra a cultura da superexposição que dominou a era dos Millennials.

Desafios de privacidade e a nova configuração do Instagram

Por outro lado, a busca por privacidade enfrenta novos desafios com as políticas das próprias plataformas. O Instagram, por exemplo, exige agora a autorização dos pais para que menores de 16 anos usem o aplicativo, um movimento que limita essa liberdade e impõe um novo controle sobre como os jovens interagem online.

A resistência à cultura do hiperengajamento

Enquanto as plataformas digitais continuam incentivando o engajamento constante, a Geração Z parece estar desafiando esse paradigma. Ao preferir uma interação temporária, como os Stories, e ao evitar a construção de uma identidade digital permanente, esses jovens resistem à pressão de estar “sempre online”. Para eles, estar conectado não significa estar exposto.

Impacto psicológico da exposição constante

Esse afastamento da superexposição pode também ser uma reação às consequências psicológicas do uso excessivo das redes sociais. Muitos jovens relatam uma relação conflituosa com as plataformas digitais, o que faz com que a ideia de manter um feed vazio ou discreto seja uma forma de proteger a saúde mental. Eles buscam controlar o tempo que passam online e o que deixam de legado digital.

O futuro da interação digital para a Geração Z

Enquanto os Millennials construíram uma relação próxima com as redes sociais como Orkut, Fotolog, Facebook e Instagram, a Geração Z parece estar reformulando essa dinâmica. Para eles, o digital não é apenas um lugar para exposição, mas um espaço para interação rápida e descartável. Essa tendência pode continuar moldando o futuro das redes sociais, desafiando as plataformas a repensarem como engajar com uma geração que valoriza a privacidade e a autenticidade.

Resumo para quem está com pressa:

  • A Geração Z está aderindo ao “feed zero”, mantendo perfis ativos no Instagram sem fotos permanentes.
  • Os jovens preferem publicações efêmeras, como Stories, que desaparecem após 24 horas.
  • A tendência contrasta com os Millennials, que publicavam intensamente em redes como Orkut, Fotolog e Facebook.
  • O comportamento da Geração Z reflete uma busca por autenticidade e aversão à exposição permanente.
  • As plataformas, como o Instagram, incentivam publicações mais elaboradas, mas os jovens resistem à hiperexposição.
  • O controle de privacidade se torna um ponto central, com novas restrições para menores de 16 anos nas redes.
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Bacharel em comunicação e há 20 anos atuando em portais de notícias como Folha, Estadão, Limão, Perfil. Falo sobre cinema, tecnologia e cultura pop, nas horas vagas torço pro São Paulo.

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