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Tecnologia

A maior fabricante de celulares do mundo no fundo do poço

Ascensão e Queda da Nokia: Da Liderança Mundial à Obsolescência

Celular desenvolvido pelo Google para superar rivais (Foto: Divulgação)
Celular desenvolvido pelo Google para superar rivais (Foto: Divulgação)

Houve um tempo em que a Nokia dominava o mercado de telefonia móvel, sendo sinônimo de qualidade e inovação. No entanto, sua trajetória mudou drasticamente ao longo dos anos. Nesta matéria, vamos explorar a ascensão meteórica e a subsequente queda da Nokia, uma empresa que foi pioneira na indústria de celulares, mas que agora não é mais vista com frequência nas mãos dos usuários.

Fundada em 1865 na Finlândia, a Nokia começou como uma empresa de produtos de borracha e papel. No entanto, foi na década de 1990 que ela se aventurou no mercado de telefonia móvel, tornando-se uma das principais fabricantes de celulares do mundo. Com sua qualidade de construção sólida, designs inovadores e recursos avançados, a Nokia rapidamente conquistou uma base fiel de consumidores e estabeleceu sua marca como líder no setor.

Durante os anos 2000, os celulares da Nokia eram onipresentes. Modelos icônicos como o Nokia 3310, conhecido por sua durabilidade e bateria de longa duração, e o Nokia N95, um dos primeiros smartphones do mercado, ganharam popularidade global. A empresa também foi pioneira em recursos como jogos móveis, mensagens de texto e câmeras embutidas, estabelecendo uma reputação de inovação e conveniência.

A Revolução dos Smartphones
A revolução dos smartphones com o lançamento do iPhone da Apple em 2007 e o crescimento do sistema operacional Android, do Google, abalaram a indústria de telefonia móvel. Enquanto a Nokia demorou a se adaptar às novas tendências, concorrentes como a Apple e a Samsung ganharam força com seus dispositivos de tela sensível ao toque e experiência de usuário aprimorada.

A Nokia enfrentou desafios significativos em meio à transição para os smartphones. A empresa apostou em seu sistema operacional Symbian, enquanto concorrentes adotavam plataformas mais modernas e intuitivas. Além disso, uma parceria com a Microsoft para o uso do sistema Windows Phone não alcançou o sucesso esperado. Essas decisões estratégicas problemáticas resultaram em uma perda significativa de participação de mercado para os concorrentes.

Aquisição pela Microsoft e a Reviravolta
Em 2014, a Nokia vendeu sua divisão de dispositivos móveis para a Microsoft, em uma tentativa de revitalizar a marca. No entanto, a parceria também enfrentou dificuldades, com o Windows Phone lutando para competir com o iOS e o Android. Eventualmente, a Microsoft abandonou a marca Nokia e decidiu focar em seus próprios dispositivos.Apesar das dificuldades enfrentadas, a Nokia não desapareceu completamente. A empresa concentrou-se em outros segmentos, como equipamentos de rede e infraestrutura de telecomunicações. Mais recentemente, a Nokia voltou a lançar smartphones sob licença de outros fabricantes, buscando recuperar sua relevância no mercado de dispositivos móveis.

A história da Nokia é um exemplo notável de como a indústria de tecnologia pode ser implacável e como a falta de adaptação às mudanças pode levar a uma queda drástica. Embora a empresa não seja mais a gigante dos celulares que um dia foi, sua marca ainda é lembrada com carinho por muitos. A Nokia continua a evoluir e buscar oportunidades em diferentes setores, mantendo-se presente no mundo da tecnologia, mesmo que não seja mais vista tão frequentemente nas mãos dos consumidores como nos anos dourados dos celulares Nokia.

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Bacharel em comunicação e há 20 anos atuando em portais de notícias como Folha, Estadão, Limão, Perfil. Falo sobre cinema, tecnologia e cultura pop, nas horas vagas torço pro São Paulo.

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