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Cientistas afirmam que asteroide que matou dinossauros não estava sozinho

Evento que causou a extinção dos dinossauros foi causado por mais de um asteroide, afirmam cientistas
Evento que causou a extinção dos dinossauros foi causado por mais de um asteroide, afirmam cientistas (Foto: Reprodução/Pixabay)

Cientistas confirmaram que o gigantesco asteroide que atingiu a Terra e exterminou os dinossauros há 66 milhões de anos não estava sozinho. Novas pesquisas revelam que um segundo asteroide, menor, também colidiu com o planeta na mesma época, e suas consequências foram igualmente catastróficas.

O Segundo Asteroide e a Costa da África

Um segundo corpo celeste atingiu a Terra, caindo no mar ao largo da costa da África, próximo ao atual território de Gana. Essa colisão criou uma cratera considerável, conhecida como cratera Nadir, durante o mesmo período da extinção dos dinossauros. Os cientistas estimam que o impacto deste asteroide teria gerado um tsunami monumental de cerca de 800 metros de altura, devastando o Oceano Atlântico.

A Cratera Nadir: Descoberta e Análise

A cratera Nadir foi inicialmente descoberta em 2022 pelo Dr. Uisdean Nicholson, da Heriot-Watt University. No entanto, dúvidas sobre sua origem pairavam até que novos estudos confirmaram que ela foi formada por um asteroide que colidiu com o fundo do mar. A cratera tem aproximadamente 9 km de diâmetro, e os pesquisadores acreditam que o asteroide responsável por sua formação possuía cerca de 450 a 500 metros de largura.

Comparação com o Impacto de Chicxulub

Embora a cratera de Chicxulub, localizada no México, seja amplamente reconhecida como o local do impacto do asteroide que extinguiu os dinossauros, os cientistas agora reconhecem que o asteroide que criou a cratera Nadir também desempenhou um papel significativo. No entanto, eles ainda não conseguem determinar com precisão se o impacto da cratera Nadir ocorreu antes ou depois de Chicxulub.

Consequências Imediatas do Impacto

A colisão deste segundo asteroide teria causado eventos dramáticos. Ao entrar na atmosfera da Terra, ele teria gerado uma enorme bola de fogo, com um brilho 24 vezes mais intenso que o do Sol. Dr. Nicholson descreve que, se o impacto ocorresse em Glasgow, pessoas a 50 km de distância, em Edimburgo, seriam capazes de sentir o calor intenso, suficiente para queimar árvores e plantas.

Impactos Sísmicos e Tsunamis

Além da intensa bola de fogo, a colisão teria provocado um estrondoso deslocamento de ar e um terremoto com magnitude equivalente a 7 na escala Richter. Grandes volumes de água foram ejetados do fundo do mar durante o impacto, e, ao caírem de volta, criaram impressões geológicas únicas no leito oceânico.

A Singularidade de Dois Impactos Simultâneos

É incomum que grandes asteroides colidam com a Terra em um intervalo tão curto de tempo. No entanto, os cientistas ainda não conseguem explicar por que dois corpos celestes atingiram o planeta de maneira tão próxima, tanto temporalmente quanto espacialmente.

Dimensões do Asteroide Nadir e Comparações

O asteroide que formou a cratera Nadir possuía aproximadamente 450 a 500 metros de diâmetro e viajava a uma velocidade impressionante de cerca de 72.000 km/h ao colidir com a Terra. Para comparação, o asteroide que causou o evento de Tunguska, em 1908, na Sibéria, tinha apenas 50 metros de diâmetro, mas causou danos significativos ao explodir na atmosfera.

O Perigo de Bennu

Atualmente, o asteroide mais perigoso em órbita próxima à Terra é Bennu, que tem dimensões similares às do asteroide Nadir. A NASA estima que a chance de Bennu colidir com a Terra em 24 de setembro de 2182 é de 1 em 2.700, o que mantém cientistas e engenheiros em alerta.

Estudos Geofísicos e Novos Dados

Para entender melhor a cratera Nadir, Dr. Nicholson e sua equipe analisaram dados de alta resolução fornecidos por uma empresa geofísica chamada TGS. Esses dados foram essenciais para confirmar que o impacto foi causado por um asteroide. A cratera Nadir está extremamente bem preservada, permitindo aos cientistas estudar suas camadas rochosas de maneira detalhada.

A Singularidade dos Crateras Marítimos

Este estudo marca a primeira vez que os cientistas conseguiram observar detalhadamente o interior de uma cratera de impacto submarino. Embora existam apenas 20 crateras submarinas conhecidas no mundo, nenhuma delas foi tão minuciosamente investigada quanto a cratera Nadir, o que torna essa descoberta particularmente empolgante para a ciência.

O Desafio de Estudar Crateras Antigas

Normalmente, as crateras de impacto estão erodidas pelo tempo, dificultando o estudo detalhado de suas características. No entanto, a cratera Nadir foi preservada em condições excepcionais, permitindo aos pesquisadores explorar suas camadas internas e obter informações inéditas sobre os impactos que moldaram a Terra há milhões de anos.

A Relevância das Novas Descobertas

A confirmação de que dois asteroides atingiram a Terra na mesma época reforça a complexidade dos eventos que levaram à extinção dos dinossauros e destaca a importância de continuar explorando a geologia do nosso planeta para entender melhor seu passado. Esses impactos oferecem uma janela única para estudar as consequências catastróficas que colisões espaciais podem trazer à Terra.

Resumo para quem está com pressa:

  • Um segundo asteroide atingiu a Terra, perto da costa da África, na mesma época que o impacto de Chicxulub.
  • A colisão gerou a cratera Nadir e um tsunami de 800 metros no Oceano Atlântico.
  • O asteroide tinha entre 450 e 500 metros de largura, viajando a 72.000 km/h.
  • Pesquisadores acreditam que o impacto aconteceu durante a extinção dos dinossauros.
  • A cratera Nadir está muito bem preservada, permitindo estudos detalhados.
  • O asteroide Bennu, atualmente o mais perigoso para a Terra, é de tamanho semelhante ao de Nadir.
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Geek, fã de Star Wars, Star Trek e Aliens do Passado, e todas 'maluquices' de Giorgio Tsoukalos e Erich von Däniken. Falo sobre curiosidades da ciência, do espaço e de OVNIs, além do meu Mengão.

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